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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um pouco mais sobre...

Documentário Supersize me

Supersize me é um documentário feito por Mor gan Spurlock que relata claramente o que acontece com uma pessoa que se submete a uma dieta à base de fast foods. O filme também é uma crítica às indústrias alimentícias que lucram bilhões às custas de uma epidemia que atinge diversas populações no mundo, em especial os Estados Unidos, que é a obesidade. Cada vez mais cresce o número de casos de obesos, diabéticos, hipertensos, entre outros. O documentário mostra também a atenção especial que essas indústrias dão ao público infantil, ao qual atrái com desenhos, brindes, playgrounds e ao mesmo tempo gera um grande problema social que é obesidade infantil. Uma vez que crianças obesas tem grandes chances de se tornarem adultos obesos, observamos a gravidade do problema.

O ataque às empresas que vendem fast foods se dá pelo papel determinante que assumem na epidemia de obesidade na história. É notável a diferença que se vê na população mundial antes e depois dos avalanches de empresas fabricantes dessas “bombas calóricas”. Esse hábito implantado na vida de grande parte das pessoas em todo mundo faz parte do novo estilo de vida moderno, cujos pioneiros a se adaptarem a ele são os norte americanos. Talvez possa até se falar em uma versão atualizada do American Way of Life, cujo produto de divulgação e o desejo de consumo é o fast food, que se adequou perfeitamente à rotina dos indivíduos e ao paladar deles.

Sabe-se que os problemas associados ao consumo excessivo desse tipo alimento são os mais alarmantes uma vez que são comidas ricas em gorduras saturadas, de índice glicêmico elevado, e, muitas vezes, pobres em micronutrientes. A prática excessiva da ingestão de fast foods está diretamente relacionada à propensão ao desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, aterosclerose, esteatose hepática, doenças cardíacas, hipercolesterolemia, dislipidemias e em alguns casos, à depressão (relatada também no filme).
Após 30 dias de uma dieta 100% Mc’Donalds (inclusive a água consumida deveria ser da lanchonete), os resultados.... Morgan engordou 10,8 Kg, o fígado apresentou alto acúmulo de gordura e o nível de colesterol sérico também estava aumentado. Estava muito mais propenso a desenvolver colapso cardíaco, teve sua qualidade de vida, inclusive desempenho sexual, comprometidos (passou a sentir dores e teve humor alterado).

“Ah, mas ninguém come tanto fast food assim....” Pesquisas mostram que muitas pessoas já passaram a colocar em seu cardápio rotineiro, o fast food. A própria empresa (Mc’Donalds) classifica seus clientes quanto à freqüência de consumo dos lanches, como mostra o documentário. Spurlock mostrou por meio do exagero, o que mais parece ser uma tendência mundial. Além de mostrar em um menor período de tempo o que normalmente acontece com “loucos” por esse tipo de cardápio a longo prazo. O documentário é uma ótima oportunidade para se repensar acerca desse tipo de hábito.

Para saber mais sobre o documentário, assistam:
http://www.youtube.com/watch?v=TcSurbn8LEo (A dieta do palhaço 1/10)
Ou um resumo:
http://www.youtube.com/watch?v=EaVsz0CZzKY


Postado por Cinndy Wanzeller

Bibliografia:

Um comentário:

  1. Culpar o fast food de maneira genérica na minha opinião leva à confusão. Se do cardápio do McDonalds for retirado o açúcar, 99% da nocividade dessa dieta estará eliminada. Batata frita não é veneno é alimento. Os problemas restantes seriam o carboidrato refinado, se trocar por trigo integral a dieta do palhaço se tornará uma dieta saudável.

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